Como as novas mudanças no Facebook, Instagram e WhatsApp impactam sua empresa?

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O Facebook vai mudar sua interface, o Instagram vai omitir os números de likes e talvez até de seguidores, o WhatsApp está expandindo suas funcionalidades para a comercialização de produtos. Sim, tudo muda o tempo todo quando se trata de redes sociais e cada mudança impacta o seu negócio.

Para ajudar você a entender as transformações anunciadas por Mark Zuckerberg na última terça, dia 30, vou fazer aqui uma primeira avaliação sobre os impactos que elas podem provocar. A ideia é permitir que você compreenda melhor e reflita sobre as decisões que precisará tomar.

Facebook: mais comunidades e interações com significado

Apesar de ter sido criada pelo hoje dono também do WhatsApp e Instagram, o Facebook parecia abandonado. Há tempos a rede não recebia grandes investimentos e não apresentava inovações. Agora, após os escândalos de vazamentos de dados e da falta de privacidade, a aposta é na privacidade, nos laços comunitários e na conexão entre pessoas.

Sim, parece uma retomada do objetivo inicial do Facebook. E isso tem a ver com o fato de que a rede foi tomada pelas empresas, perdeu seu caráter pessoal e se tornou um ambiente altamente “comercial”, provocando uma tendência de saída, migração de usuários para outras redes ou mesmo de abandono do perfil (mesmo que ele permaneça ativo). A sensação de que o Facebook está morrendo tomou conta das pessoas e torná-lo mais intimista é o caminho escolhido por Mark Zuckerberg.

A nova proposta fortalece os Stories, as publicações pessoais, os grupos e comunidades para debate de temas específicos (saudades Orkut?). Para as empresas, o estado é de alerta porque a tendência de baixa entrega de publicações nas fan pages parece ter aumentado.

O que muda:

– Mais destaque para grupos e comunidades.
– Foco em interações significativas.
– Comunidades passam a ser tão importantes quanto amigos.
– Cai o alcance e relevância de fan pages.

Para considerar:

– Será necessário investir ainda mais para conversar com os usuários?
– Qualificar os Stories será o melhor caminho?
– Sair da rede e investir em outra pode ser a melhor estratégia?

WhatsApp: catálogo de produtos e pagamento dentro do próprio app

Para quem já usa o WhatAspp Business , ferramenta repleta de recursos para facilitar o relacionamento com clientes, a novidade agora fica por conta do catálogo de produtos. Inicialmente, a implementação deve ser similar ao iFood, por exemplo, onde é possível ver e escolher os pratos que deseja comprar.

O que muda:

– Criação de um catálogo de produtos.
– Pagamento realizado dentro do próprio app.
– Haverá novidades no serviço de Stories (ainda não anunciadas).
– O envio de arquivos efêmeros (que desaparecem depois de um tempo ou de um determinado número de views, como já ocorre no Instagram, deve ser implementado).

Para considerar:

– Comece a pensar em que produtos pretende comercializar na plataforma, se já os têm ou se precisa formatá-los especificamente para isso.

Instagram: números de likes e seguidores serão omitidos publicamente

Uma das mudanças mais interessantes entre as anunciadas é, sem dúvidas, a omissão do número de likes e até de seguidores dos perfis. Calma! Os dados não serão eliminados. A ideia é que eles fiquem aparentes apenas para os donos de cada perfil. A razão para isso é curiosa: o Instagram quer contribuir para reduzir a ansiedade que a necessidade de curtidas de muitos seguidores provocam, especialmente nos adolescentes.

Se os testes forem realmente levados para o usuário final, a atenção ao conteúdo e sua qualidade pode se tornar ainda mais relevante. Posts muito curtidos ou comentados nem sempre entregam conteúdos que faz a pessoa comprar seu produto, certo? Neste sentido, a chamada métrica da “vaidade” pode dar lugar a algo mais interessante: a busca por interações realmente qualificadas e que gerem conversões.

Como poderemos, então, reconhecer influenciadores digitais? Por enquanto, o que parece é que eles terão que expor suas métricas para serem reconhecidos como tal. Todavia, uma mudança parece valorizá-los: a nova aba “Shopping”. Ela vai permitir que as compras via app sejam facilitadas e virá também com um diferencial: será possível adquirir produtos direto dos perfis dos influenciadores que os anunciarem.

O que muda:

– Número de curtidas e seguidores omitido da visualização pública.
– Nova aba shopping facilitará as transações comerciais.
– Será possível adquirir produtos diretamente nos perfis de influenciadores.

– Pagamento realizado dentro do próprio app.
– Haverá novidades no serviço de Stories (ainda não anunciadas).
– O envio de arquivos efêmeros (que desaparecem depois de um tempo ou de um determinado número de views, como já ocorre no Instagram) deve ser implementado.

Para considerar:

– Comece a pensar em que produtos pretende comercializar na plataforma, se já os têm ou se precisa formatá-los especificamente para isso.
– Intensifique e até repense a avaliação das métricas enviadas pelos influenciadores com os quais sua marca trabalha.
– Treine sua equipe ou estruture um time para trabalhar com as vendas via Instagram.
– Planeje estratégias voltadas a essa aplicabilidade da ferramenta.

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Rodrigo Rocha é sócio do Conversa Coletivo de Comunicação Criativa e especialista em Cibercultura e Gestão da Comunicação nas Organizações

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